Estou em Auschwitz! Esta frase foi a que me veio à cabeça quando, em 2003, meus olhos dominaram o horizonte de telas de arame, grandes galpões em série, mais a multidão de internos exalando os sem destino, sem pátria e, acima de tudo sem liberdade. Uma parte deles jogava bola num campo enlameado, em sol quente abrasador. A falta de objetividade emanava em todas as direções, a ociosidade obrigatória. Estamos na unidade prisional Plácido de Sá Carvalho, Gericinó, Rio de Janeiro, como em todas as outras. Leia mais