Isto é só um “plá” ou um “play”.

Meus amigos são do crime como eu, na igualdade.

Antes de me enfiar por estes nanicos textos, contei enorme uma república. Num relâmpago derramei rabiscos por dois cadernos escolares primários. Logo sairiam em livro meu sonho me ditava. A república ficou no meio, ao pedaço, inacabada. Não por falta de enganoso ânimo, pois tentei terminar a coisa incompleta mas nunca consegui. O tudo do meu letramento de licenciado pleno em gramática portuguesa esgotou, o original analfabetismo da cabeça venceu. Matuto que somos feitos para assim, todos diplomados mas nunca letrados. Depois pensei que eu seria anomalia se escritor eu fosse. Se a república é analfa porque nem beta é, ousar não ser já é um crime de fuzilamento ao infrator sem tribunal. Vamos ao agora ou a ainda o de antes. Ninguém também me leria longo, se todos como eu nunca passamos em leitura de minguadas linhas. Os avisos anões em lugares públicos me dizem isto: o de só poderem ter de três a quatro frases de altura; parcos enxergamentos vão além. Temos salvadora a internet ensinadora, por onde todos sabemos ver; então também ler e escrever.

Mas eu já estava nanico sem perceber. Dois ou três míseros parágrafos já não só me cansavam, me esgotavam por inteiro, feito um intestino vazio de tudo. A internet que eu disse salvadora me acudiu e me levantou. Por ela escrevo bem pequeno e sem ainda pedir ajuda a ninguém. Os censores de plantão me negam ao me esconderem, porém ainda não me calam. Talvez a carapuça dura de nação analfa possa estar me protegendo. Porque enfim eu não passo de mais um, sonhando acordado e enganoso de que sou algum escritor. Dizer bem é dizer na altura e extensão de quem te ouve, neste chavão antigo. Ao me sair só em miúdas crônicas e parcos ensaios mais titicos ainda, me acertei em nosso contexto de linguagem e pensamento; balbuciando um “e aí?” dizendo o objeto. Cabe que talvez em ousar escrever longo o analfabeto pleno fosse eu.

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