As professoras nas prisões desejavam mas nunca poderiam dizer. Algumas porém ou todas já vinham de casa, da cama da madrugada, com ele em íntimo manifesto. Que rolando insone aos lençóis na angústia a professora o procurava. Que num pulsar já houvera incontrolável proibido. Pois encostando as partes internas do alto das coxas e esfregantes, vieram-lhe frêmitos gostosos de mais; os mamilos ao toque endureceram. E junto, imagem na cabeça, o rosto e a mão de um querido aluno seu, preso naquelas cadeias aonde lecionava. E ela já se deliciando, se abrindo vagina, se molhando intumescente.

Na lida diária do casamento ao sem gosto do arroz com feijão de sempre, ela fora perdendo os fôlegos, os incontroláveis quereres. As posições e toques do mesmo homem seu marido na cama a enfadaram, quem sabe ele também. As mãos dos dois já a tempos sem mínimo que as atraíssem, não se buscavam mais. O casamento deles agora só no falso rosto do social feliz. Ou bem que o marido já estava em outra, com outra. E assim sua sedentia, a dela professora, na aula das grades das prisões a explodir se dando ao redor, noutra lição.

Tanto homem gostoso preso lá, e ela aqui, ali no banheiro de casa sozinha, seca de um certo líquido, de um carinho. Ao começo das aulas nas prisões passou a se embelezar mais. A ala das celas, também caminho da escola, por então de passagem obrigatória e de puro prazer; olhos a comiam. Sim, havia proibições de respeito e de ordem para com as docentes. Mas as línguas e os rostos dos presos só na secura do gozo em sentimentos. Ela ao andar entre os alunos bandidos na aula, sentia-se saboreada pelas retinas, lambidas imaginárias e gulodices mais. As comidas e as bocas. E por muito penitente que quisessem os cadeados não abriam. Só depois no segredo as púbis e as mãos se fartavam, as dela e as deles.

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