Mãos libertavam e corriam. Mulheres. Grades. A púbis. Vida apontava por ali. Os olhos queriam ver. O ar empestava de surdo, esperante. Mundo de ovo a estourar. Tudo se mexia atônito. Bacias e toalhas. Um nino está por saindo. Cuidar cuidar. As mães-pernas acudiam velozes. A cela estava por perto. Mais que nas mãos levavam ardores. Núpcias e macomunados. Felicidades enfim. Pelo céu lá de fora o sol já esperava. Mais luz. A penumbra da cela estourou de vez. Mãozinha já se chegava. Eu só queria sair. Todos os olhos a aquela fonte. Vida só por ali. O grande templo brumoso. Carinhos e braços ansiavam que ela viesse logo, nunca se demorasse tanto. O reino olhante agora só dela. O centro do ar num parado, num meio respiro de só. A penumbra da ala estava vencida. Pezinhos descobridores ganhavam o mundo. Alma nascente a respirar. As mães gradeadas acorrendo todas, num concluio só. O sonho da vida acabava de nascer.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *