Aos voos cada vez mais baixos em ataques. Barulhos explodem primeiro nos avisos, quase roçando as moradias nas varreduras, a morte já vem chegando. Por todos os dias da semana em feriado ou em não eles vêm. Potências explosivas dos motores em cima afugentam aos recuos. Pernas se encolhem nos medos, a coisa avoadeira pode estar caindo por ela mesma, ou por um tiro bem dado no acerto da guerra. Lembram o inseto-lavadeira que paira também no ar. Bicos de fogo da morte apontados para baixo. As cabeças de vidro blindado deles brilham ao sol, num falso farol a lumiar. Alteiam e baixeiam nos jeitos de alcançar. De cima se mata melhor. Embaixo lixos de vidas inimigas, em corpos de pobres e de bandidos, a varrer, a matar, a limpar. Localizam barricadas e os barracos dos mais suspeitos, na projeção de metralhações futuras. E giram que giram sempre girando em manobras e revolteios. Assim, vigilâncias voadoras olham do céu todos os cantos e recantos favelados. No controle da vida pela morte, nada mais no chão pode lhes escapar.

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