
Muitos de nós já entramos punheteiros de vida inteira, e isto até facilita, porém outros muitos não. Na minha primeira sentença permaneci um tempo sem gozar; só numas miúdas noites acordei todo molhado do meu próprio leite derramado, sem lembrar de quem comera dormindo. Fiquei cabuloso como se tivesse mijado na cama. Lembrei dos meus tempos meninos, nos quais urinava no colchão e lençóis, numa luta interior para livrar-me do garoto ainda mijão. Geralmente sonhando, eu molhava com meu piruzinho criança o barranco aonde brincávamos durante o dia, só que fazendo na cama. Ouvi histórias de pênis nas noites gradeadas, entremos sem medo nelas. Existe um princípio de terapia em nossa fala, conversando jorramos alguma luta feroz interior ou coisa que nos atormenta corpo e alma. Porém nunca alguém me confessou algo, pondo sempre um outro executor na história; talvez no gesto de se livrar da moral e da culpa. Não sei se adiantava. Nos contemos então do que eu consegui escutar. Entrei punheteiro e saí punheteiro, as sentenças nas grades nisto não me modificaram em nada. De vez em quando amigo de cela me dizia que sempre evitou foder pata. Pois, esclarecia ele, tais aves conseguem diminuir até bolinhas de vidro que, engolidas eram espirradas à distância com a bosta, só que muito menores. Tripas perigosas, que podiam desfazer um pau bem duro de homem mas feito de carnes. Alguém comia uma égua como muitos, porém este foi flagrado pela própria noiva e família com a calça arriada já quase gozando na sua amante de quatro patas, num barranco de matão. Soube-se que no pulo do choque correu assustado num único galope até ninguém sabe onde, sumiu sem casar. Presos oriundos de roças distantes, na juventude e mais, comiam além das bananas as bananeiras. Que imagino ser cômodo até confortável e carinhoso, da bananeira se fazendo uma mulher. Que com as pernas em aconchego, braços agarrados ao tronco, o membro duro se encaixa direitinho e à altura no buraco ou racha como vagina antes feitos, mais a própria seiva do vegetal que cria clima e lubrifica tudo. Melancia serve para meter, nunca tentei ou pensei, mas houve quem só gostasse daquele buraco vermelho com sementes. Égua, pata, bananeira e melancia são nomes femininos, talvez isto signifique coisas. No pico da juventude já sarrei e gozei em pias de banheiros e de cozinhas. Parecendo simples, sexo é tão desviante e duvidoso. Vontades sem objetos marcados. Sem vagina vai o que der.



Deixe uma resposta
Want to join the discussion?Feel free to contribute!