Cada pau vai mirando suas bundas e bocetas. Mão fechada espremendo em vai-e-vem o já inchado e duro músculo. Cenas obscenas, sacanagens puras velozes e passageiras, ao pênis erectio. Parceiras amantes nos sonhos de quem fode sozinho. Posições, pedidos, gemidos, clamores e suspiros em onírico real; tudo isto em quem bate a punheta, o punheteiro. No incontrolável pode o autoerotismo fluir, o batedor se copular, ele com ele mesmo. O incontido acontece, tem que acontecer, no urro feroz do que sai. Por mais que vazia a paisagem interior sempre criamos o saboroso. Qualquer ternura ou pedaço de carne atiça, mesmo aparente o fogo morto ou esquecido. Imagens nos oferecem e se vão, no rito do gozo no altar em festa, em luxúria. Livres e solitários. No auge, energia em descarga viaja dos pés à cabeça ao delírio, eu consegui. A comida faltosa mas comida. Deliciamos mais o proibido.

Circula entre nós um princípio moral respeitoso de acordo com a necessidade. Manipular-se ao prazer possui visão e aceitação da natureza humana. Quem não tem cão caça com gato; inventa seus próprios gatos. Sentimos falta de muitas coisas, o de antes e o do depois, no real do convívio. Podem aparecer anomalias e aparecem, não sendo objeto retratá-las aqui. Queremos dizer, como dizemos mesmo tão pouco, o normal geral executado com a mão direita ou a esquerda, no cômodo lado natural de cada um. Próximo do orgasmo, nossa própria fala excitada e excitante nos conduz. Nos aliviamos do que nos satura, intensifica represado e transborda; ao sair saindo na pressão e espirrar em esguicho o sêmen, as sementes. Sentimos leveza inebriante depois da descarga. O mundo lá fora está proibido de nós, fechados em muitas e diferentes prisões.

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