
Encontro nas ruas grandes entendedores das realidades sociais e humanas, que pensam, falam, olham e agem em grandes pedestais de ignorância mas tornados verdadeiras enciclopédias indestrutíveis de enormes saberes, por vezes até ditos filosóficos.
Assim, enumeramos algumas realidades do que vemos, ouvimos e sentimos:
1) A grande maioria, certamente quase a totalidade das mentes, está hoje tomada e influenciada pelo que principalmente a televisão mostra e diz como verdades.
2) As lacunas, falhas e tudo o que não se sabe e necessita numa conversa ser completado, recorre-se invariável a qualquer criatividade do imaginário, sem jamais uma busca de verificação racional sobre se é verdade o que se disse.
3) Relacionado ao exposto anterior, estas pessoas criam uma rejeição forte de aceitação de tudo que venha de outra pessoa ou do mundo exterior, que não atenda e se encaixe no seu conteúdo irremovível de saberes. Só a televisão e a internet que, juntas formam o grande oráculo, podem acrescentar, mudar e remover conteúdos e saberes.
4) Mostrado isto, não se tem jamais qualquer senso crítico de verificação. É sempre confiável, mesmo que seja tão mentiroso, saber o mundo e até sobre nós mesmos no nanismo e atrofiamento confortável da poltrona.
5) Trabalhei com pessoas nas prisões, que mesmo assim não viram as prisões.
6) Discute-se sabiamente sobre favelas, facções, pessoas dos morros e o social que formam e são, sem nunca terem um sentimento e reflexão do que pensam e falam. Obedecem só à ordem do que podem ou não podem pensar e dizer.
7) Formam e tentam aparecer o tempo todo na grande orquestra nacional dos tolos.



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