Ouço em torno de 70% e faço rosto de falso e fraco espanto, mais para dúvida. Na confirmação do número, quem fala comigo da mesa ao lado consulta outro nosso amigo advogado. O indagado ao prático do momento na atualidade, puxa o celular e verifica no Google; 41% mais miúda fração lê e nos responde. Nossa busca surgira, porque eu ex-presidiário pronunciara 40 bem distante dos setenta, quase num matemático acerto. E trocamos naturais de assunto, como se nada de grave acontecesse.

Antes sentimos que não foi sempre assim, os mesmos números. Não temos a história das variáveis percentuais, antes porque não ligamos e assim nem sabemos. Por isso a mudança rápida de assunto para outro interesse na tabacaria. Se procuramos saber o dado matemático, na população presidiária dos julgados e dos ainda não, fica somente por um mero número tornado valor de conhecimento científico. Pois quantos já estão vivendo nas grades-prisão sem condenação, eis a questão.

Sem julgamento porque já condenados, nem precisa de perguntar. Estão nos calabouços pré-fúnebres pela corrente decisória do poder; com o palco do juiz no fórum vitrine de encenação oca. O edifício jurídico com frontal de brasileiro, nos mente por natureza de sua própria lei. Então, eu ao pronunciar os 40% dos já penitenciários ainda sem julgamento, também assim como ela a justiça brasileira estou mentindo. A parte dos encarcerados sem julgamento e a dos com é somente um único todo, o dos condenados, e para sempre nada mais que isso. Coisa talvez que qualquer juizinho de merda numa roça distante sabe, e que também produz.

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Enquanto isso, o Superior Tribunal Judiciário brasileiro, o S.T.J., discute fazendo pompa, se haverá ou não prisão em segunda instância, para tão somente os ricos e poderosos.

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