No último dia não me despedi de ninguém. Não havia sentimento de separação. Não derramei saudades antecipadas qual a maioria. Saía sem o torpor esperançoso desejante de me encontrar distante. Os muros e os portões não me diziam nada, qual ao dizer a um preso comum. Eu não saía nem entrava. Para saciar-nos numa mentira talvez aliviante ou meramente social, anunciava a um dos amigos escolhidos que “agora nos veríamos só lá fora, na Ladeira dos Tabajaras.” O sentimento de festas não passou por nós, em mim e todos os meus amigos do crime.

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