Nos põem presos mas nós somos pessoas.

Um grito bandido riscou entre nós. No centro da aula o cujo se amofinou conosco. E nos desagravos trincou agressivos. Teve quem se arreliasse às defesas do professor; isto não se faz, num balbucio raivoso. Apressado em deveres, não nos demos por tanto àquilo. Mas veio e se guardou. Fim de semana virou um inferno. Pelo da aula na sexta o mestre não conseguia dormir. O caroço por dentro, remoendo. Toda uma história de respeito tornara-se turva, já de não tanto valor; na vida prisional assentada de que na aula quem manda é o mestre. Lição de cadeia e pronto. Emitir o respeito é necessário pôr. E o caroço na segunda explodiu.

Chegamos na lida bandida prontos a acontecer. Que os grandes deles viessem a nós, ao modo de se resolver. Mas no descontrole do ódio a intriga se escapou. A guarda-cadeia soube da ocorrência na escola, do irresolvido posto. Hora então do poder aparecer e rechaçar. Ante isso tudo porém, nossa vontade era só um em conversa e pronto, que nos acertaria. Pois que antes já resolvêramos coisas mais emboladas, quase terríveis no III. Houve assim por então soluções a três: nós, bandidos e polícias. E tudo acertado se pôs.

Deu-se também um de mais algo. Após o tudo e o resolvido, o arreliante da aula passou a esperar-nos às manhãs pela boca da cela. Que ao desagravo feito, respondia por nossa vida cá fora e lá dentro. Nada podendo nos acontecer, em dito de facção. Senti um leve pesar mas deixei-o cumprir, sem levezas ou contrabando.

Agora o que nossa vida cresceu dessa crônica toda. De que entre os de fora e os de dentro, livres e presos, o que existe e só pode existir são coisas humanas; para além e furando o socius de seguros e submissos repressores, desnecessários e hipócritas, do guarda. Nossa intriga então nos igualou. O raivoso aluno ao pôr-se em desagravo com o professor se emancipou do preso. Posicionou-se ao de pessoa que todos por lá nas cadeias são. Que ainda, por marca ele pupilo ficou-nos; na atitude sua de grandeza o de soltar-se por entre as grades. No dizer-se.

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